segunda-feira, 28 de novembro de 2011

MUNDO MODERNO



Homem mulher, mulher homem, a mudança de papéis no mundo moderno

Uma mulher que esquece datas, um homem carente de atenção, uma mulher que só pensa em sexo e trabalho, um homem que só pensa na família e direciona todas as suas atenções pra ela, uma mulher sem tempo, um homem que cobra afeto e dedicação, um homem solitário e frágil, uma mulher agressiva e comprometida, será assim agora os novos papéis da mulher e do homem no mundo moderno, a inversão dos modelos, dos paradigmas até então vigentes, das funções de homens e mulheres?
Esse enredo está no filme De pernas pra ar, com Ingrid Guimarães, Maria Paula e Bruno Garcia. Alice, personagem de Ingrid é uma workaholic, alguém que vive pra trabalhar, tem amor e paixão por trabalho, enquanto seu marido, João, o papel de Bruno Garcia, sofre com excesso de trabalho da esposa, mulher, com a sua falta de cuidado com o filho, o esquecimento das datas, dos detalhes, coisas que até então, eram privilégio dos homens.
É, o mundo mudou. Esse discurso posto no filme, de forma sutil, com marca de comédia, mas que pra rir mesmo há pouca coisa nele, demostra os novos modelos sociais que estamos a viver e presenciar no momento da nossa sociedade.
Até então, antes de assistir o filme pensava, e como o filme diz, que deveria ser uma comédia, mas ao final percebi que num era tão engraçado assim, mas uma reflexão das novas formas modernas de relacionamentos e papéis no mundo moderno dos homens e das mulheres. Homens carentes e mulheres não tão mais frágeis assim, como elas eram chamadas, o sexo frágil.
Antes se dizia que os homens só pensavam em sexo, dinheiro e trabalho, hoje as mulheres, e conheço muitas, trabalham, fazem sexo quando querem, com quem querem, como podem, curtem suas vidas, são independentes, algumas até moram sozinhas e vivem como querem, coisa que até pouco tempo atrás era impensável e inconcebível, mas no mundo moderno não há mais espaço para o proibido, tudo é permitido, tudo é possível, o impossível só é impossível até alguém fazer, depois torna-se banal.
Pasmem, são agora os homens que estão com medo de amar, sofrer, se apaixonar, com medo das mulheres, medo da independência delas, da liberdade que elas conquistaram, do poder de sedução delas, das formas como elas agora podem fazer sexo sem compromisso, sem precisar se prender e depende de quem quer que seja.
Não existe mais o tempo de a mulher esperar para ser chamada pra dançar, de ficarem acuada num quanto esperando ser escolhida, agora elas escolhem, transformam príncipes em sapos, elas fazem suas opções, convidam, querem, desejam, falam de sexo, dizem o que gostam e o que não querem, eis o nosso mundo chamado moderno, a hombridade das oportunidades e condições.



Escrito por Ronaldo Magella às 14h52

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