ONG é suspeita de fraudar contratos com os Esportes
Por Josias de Souza
Maria Bonomi
O programa ‘Fantástico’ levou ao ar na noite deste domingo (16) reportagem que reforça a sensação de que o Ministério dos Esportes tornou-se caso de polícia.
Os repórteres Mauricio Ferraz e Bruno Tavares perscrutaram durante um mês as atividades de uma ONG chamada Pra Frente Brasil.
É administrada pela ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues, hoje vereadora na cidade de Jaguariúna, no interior de São Paulo.
Filiada ao PCdoB, mesmo partido do ministro Orlando Silva (Esportes), Karina recebeu, por meio de sua ONG, R$ 28 milhões em seis anos.O dinheiro veio do programa ‘Segundo Tempo’. Coisa destinada a financiar alimentação e material esportivo a crianças e adolescentes.
Principal beneficiária do programa, a ONG de Karina atua em 17 municípios de São Paulo.
Pois bem. Indícios colecionados pelo Ministério Público do Estado e corroborados pelos repórteres apontam para irregularidades graves.
A ONG é suspeita, por exemplo, de contratar empresas de fachada, registradas em nome de laranjas.
Estaria, de resto, atendendo a uma clientela menor do que a prevista nos convênios assinados com o ministério.
Karina negou os malfeitos.
Confrontado com o inegável, o ministro Orlando Silva admitiu:“Falha sempre é possível que haja, nosso papel, nossa missão é corrigi-las.”E prometeu: “Nós vamos investigar, apurar, checar todos os dados e responsáveis identificados serão, seguramente, punidos.”O programa ‘Segundo Tempo’ é tema de outra notícia incômoda, divulgada na véspera por ‘Veja’.
O PM de Brasília João Dias Ferreira, ex-filiado do PCdoB, disse à revista que, para receber as verbas do programa, as ONGs tinham de pagar pedágio de 20%.
O percentual seria destinado ao PCdoB do ministro. O partido se encarregaria de indicar fornecedores e provedores de notas fiscais frias.
Citado por João Dias, o motorista Célio Soares Pereira disse que entregou dinheiro ao próprio Orlando Silva, na garangem do ministério.
O ministro voltou a desqualificar a denúncia: “Eu afirmo, não há e não haverá nenhuma prova, porque nunca houve nenhum tipo de relação com essas pessoas…”
“…Eu vou mover, inclusive, uma ação penal por calúnia contra os dois. Porque eu tenho certeza que a justiça será feita. Eu vou defender e resgatar a minha honra.”Instado por Dilma Rousseff a explicar-se, o ministro se oferecerá nesta semana para prestar esclarecimentos na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.
Os repórteres Mauricio Ferraz e Bruno Tavares perscrutaram durante um mês as atividades de uma ONG chamada Pra Frente Brasil.
É administrada pela ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues, hoje vereadora na cidade de Jaguariúna, no interior de São Paulo.
Filiada ao PCdoB, mesmo partido do ministro Orlando Silva (Esportes), Karina recebeu, por meio de sua ONG, R$ 28 milhões em seis anos.O dinheiro veio do programa ‘Segundo Tempo’. Coisa destinada a financiar alimentação e material esportivo a crianças e adolescentes.
Principal beneficiária do programa, a ONG de Karina atua em 17 municípios de São Paulo.
Pois bem. Indícios colecionados pelo Ministério Público do Estado e corroborados pelos repórteres apontam para irregularidades graves.
A ONG é suspeita, por exemplo, de contratar empresas de fachada, registradas em nome de laranjas.
Estaria, de resto, atendendo a uma clientela menor do que a prevista nos convênios assinados com o ministério.
Karina negou os malfeitos.
Confrontado com o inegável, o ministro Orlando Silva admitiu:“Falha sempre é possível que haja, nosso papel, nossa missão é corrigi-las.”E prometeu: “Nós vamos investigar, apurar, checar todos os dados e responsáveis identificados serão, seguramente, punidos.”O programa ‘Segundo Tempo’ é tema de outra notícia incômoda, divulgada na véspera por ‘Veja’.
O PM de Brasília João Dias Ferreira, ex-filiado do PCdoB, disse à revista que, para receber as verbas do programa, as ONGs tinham de pagar pedágio de 20%.
O percentual seria destinado ao PCdoB do ministro. O partido se encarregaria de indicar fornecedores e provedores de notas fiscais frias.
Citado por João Dias, o motorista Célio Soares Pereira disse que entregou dinheiro ao próprio Orlando Silva, na garangem do ministério.
O ministro voltou a desqualificar a denúncia: “Eu afirmo, não há e não haverá nenhuma prova, porque nunca houve nenhum tipo de relação com essas pessoas…”
“…Eu vou mover, inclusive, uma ação penal por calúnia contra os dois. Porque eu tenho certeza que a justiça será feita. Eu vou defender e resgatar a minha honra.”Instado por Dilma Rousseff a explicar-se, o ministro se oferecerá nesta semana para prestar esclarecimentos na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara.

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